Prossegue o melodrama em torno das (teóricas) vacas sagradas constitucionais.
O PS defende a integridade constitucional, com a autoridade de quem no passado pugnou para que dela constasse o caminho para o socialismo, a construção de uma sociedade sem classes, a reforma agrária e outras aberrações do género.
Já que se trata de uma Constituição feita para cristalizar a opinião ideológica e conjuntural de parte dos portugueses contra a outra parte dos portugueses, o PS (e o resto da esquerda, claro está) não quer perder esse ponto de apoio que lhe permite que o sistema não mude.
A constituição que temos é pouco democrática (veja-se a vergonhosa proibição de referendo acerca do regime monárquico/republicano), esquerdista, burocrática, palavrosa e tem aquele sabor do documento meio desamparado, de que foram saindo, revisão após revisão, os disparates que inicialmente continha.
A quantidade de revisões que já mereceu e a vontade permanente de a mudar bem mostram as enormes deficiências com que nasceu. E aquilo que nasce torto...
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